this post was submitted on 19 Jan 2026
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Portugal - Geral

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Comunidade generalista para Portugal.

founded 4 years ago
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_No ano de 2025 foram superados vários indicadores sobre a habitação. Portugal conquistou o primeiro lugar ou ficou no top 3 em estatísticas europeias como o maior rácio entre preços das casas e rendimentos e foi também o país que menos construiu numa década. Além de terem sido consecutivamente quebrados recordes na variação homóloga dos preços nos três primeiros trimestres de 2025, agora o Índice de Preços Residenciais da base de dados da Confidencial Imobiliário (CI) indica que, no conjunto do ano de 2025, houve um crescimento nos valores de 23,4% face ao ano anterior.

Esta variação de mais de 23% é a maior de que há registo nesta base de dados, que recua até ao ano de 1988. Em 2024, por exemplo, os preços tinham subido 11%. Ricardo Guimarães, diretor da CI, explica que o ano passado foi marcado por dois fenómenos: a valorização dos preços nas periferias e um maior volume de construção nova, o que sugere, “necessariamente, preços mais elevados”. Em 2025, o valor médio de venda das habitações em Portugal continental alcançou os €2874 por metro quadrado.

Este índice da CI revela ainda que as variações trimestrais em cadeia foram “maioritariamente superiores a 6%”. Os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos aos primeiros três semestres de 2025 indicavam que a variação trimestral tinha sido, em média, de 4,5%.

O indicador foi calculado através do Sistema de Informação Residencial da CI, que reúne dados das transações efetivas de habitações das principais redes de mediação imobiliária, que agregam mais de mil empresas._

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[–] tirateimas@lemmy.pt 4 points 4 days ago

Nem sabe até quando é que isto vai durar. Mas quando parar pode ficar feio.

[–] mitram2@lemmy.pt 6 points 5 days ago* (last edited 4 days ago)

Isto enquanto ao mesmo tempo:

Casas vazias em boas condições são quase 250 mil em Portugal do Idealista

A distribuição dos alojamentos vagos encontra-se, maioritariamente, nos municípios onde existe maior procura, com destaque para Lisboa e Porto. Deste modo, conclui-se que apesar de municípios poderem apresentar um excedente de alojamentos não significa que não se encontrem com pressão urbanística

Do estudo em que o artigo se baseia